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A Existência de Anjos no Islã: O Que Dizem as Escrituras Sagradas

A Existência de Anjos no Islã: O Que Dizem as Escrituras Sagradas
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No Islã, os anjos desempenham um papel significativo nas crenças e na teologia. Acredita-se que eles sejam seres criados por Alá (Deus) a partir de luz pura e que existam em uma dimensão diferente da dos seres humanos. Os anjos são considerados mensageiros divinos e servos de Alá, com diferentes funções e responsabilidades.

As escrituras sagradas do Islã, o Alcorão e a Sunnah (tradições do Profeta Muhammad), mencionam a existência dos anjos em várias ocasiões. Eles são descritos como seres obedientes a Alá, incapazes de desobedecê-Lo. Os anjos são descritos como criaturas espirituais semelhantes a humanos em forma, mas diferentes em natureza e capacidades.

Alguns dos anjos mencionados no Islã incluem:

  1. Jibril (Gabriel): É o principal anjo mencionado nas escrituras islâmicas. Jibril é considerado o mensageiro de Alá e foi responsável por trazer a revelação do Alcorão ao Profeta Muhammad.
  2. Mika’il (Miguel): É mencionado como o anjo responsável pela distribuição das bênçãos e provisões de Alá. Acredita-se que ele esteja envolvido nos assuntos relacionados à natureza e ao sustento.
  3. Israfil: É considerado o anjo responsável por tocar a trombeta no Dia do Juízo Final, anunciando a ressurreição dos mortos.
  4. Azrael: É conhecido como o anjo da morte. Acredita-se que Azrael seja responsável por retirar as almas dos seres humanos no momento da morte.

Além desses, há muitos outros anjos mencionados nas escrituras islâmicas, cada um com funções específicas atribuídas por Alá. Acredita-se que os anjos estejam presentes em diferentes níveis de existência, executando tarefas designadas por Alá e realizando Sua vontade.

Os anjos também são mencionados em várias histórias e relatos do Profeta Muhammad. Esses relatos, conhecidos como hadiths, fornecem mais detalhes sobre a natureza e as atividades dos anjos no Islã.

Em resumo, o Islã reconhece a existência dos anjos como criaturas espirituais criadas por Alá para servir e cumprir Sua vontade. Eles desempenham papéis importantes na crença islâmica e são considerados mensageiros divinos e servos de Alá.

Os Diferentes Tipos de Anjos no Islã e Suas Funções

No Islã, acredita-se que existam diferentes tipos de anjos, cada um com funções específicas atribuídas por Alá. Embora não haja uma lista definitiva de todos os tipos de anjos mencionados nas escrituras islâmicas, alguns dos principais tipos e suas funções incluem:

  1. Malak/Malaikah: Refere-se aos anjos em geral. Eles são considerados os mensageiros e servos de Alá.
  2. Jibril (Gabriel): É o principal mensageiro divino e é responsável por trazer as revelações de Alá aos profetas. Jibril também é conhecido por apoiar e ajudar os profetas em suas missões.
  3. Mika’il (Miguel): É mencionado como o anjo responsável por administrar as bênçãos e provisões de Alá. Acredita-se que ele esteja envolvido nos assuntos relacionados à natureza, como o fornecimento de chuva e a gerência dos recursos terrestres.
  4. Israfil: É conhecido como o anjo que tocará a trombeta no Dia do Juízo Final. Sua função será anunciar o início do fim do mundo e a ressurreição dos mortos.
  5. Azrael: É considerado o anjo da morte. Azrael é responsável por retirar as almas dos seres humanos no momento da morte, cumprindo a vontade de Alá nesse aspecto.
  6. Raqib e Atid: São dois anjos que registram as ações e as palavras dos seres humanos. Raqib registra as boas ações, enquanto Atid registra as más ações. Esses registros serão usados como testemunho no Dia do Juízo Final.
  7. Kiraman Katibin: São anjos encarregados de registrar as ações de cada pessoa ao longo de sua vida. Um anjo registra as boas ações, enquanto outro registra as más ações. Esses registros são mantidos até o Dia do Juízo Final.

Esses são apenas alguns exemplos dos tipos de anjos mencionados nas escrituras islâmicas. Acredita-se que existam inúmeros outros anjos com funções específicas atribuídas por Alá, cada um desempenhando seu papel designado na criação e na ordem estabelecida por Ele.

É importante ressaltar que essas informações são baseadas nas crenças e nos ensinamentos islâmicos. A compreensão e a interpretação específicas podem variar entre as diferentes escolas de pensamento dentro do Islã.

A Natureza dos Anjos no Islã

No Islã, acredita-se que os anjos foram criados a partir da luz, antes da criação dos humanos a partir do barro/terra . Os anjos são criaturas naturalmente obedientes, adorando a Allah e cumprindo Seus mandamentos. Os anjos não têm gênero e não precisam dormir, comer ou beber; eles não têm livre escolha, então não é de sua natureza desobedecer. O Alcorão diz:

Eles não desobedecem aos mandamentos de Allah que recebem; eles fazem exatamente o que lhes é ordenado” (Alcorão 66:6). 

O Papel dos Anjos

Em árabe, os anjos são chamados de mala’ika , que significa “assistir e ajudar”. O Alcorão  diz que os anjos foram criados para adorar a Deus e cumprir Seus mandamentos:

Tudo nos céus e todas as criaturas na terra se prostram a Allah, assim como os anjos. Eles não estão cheios de orgulho. Eles temem seu Senhor acima deles e fazem tudo o que lhes é ordenado. (Alcorão 16:49-50).

Os anjos estão envolvidos no cumprimento de deveres tanto no mundo invisível quanto no mundo físico. 

Anjos em Forma Humana

Como criaturas invisíveis feitas de luz, os anjos não têm forma corporal específica, mas podem assumir uma variedade de formas. O Alcorão menciona que os anjos têm asas (Alcorão 35:1), mas os muçulmanos não especulam sobre como exatamente eles se parecem. Os muçulmanos consideram uma blasfêmia, por exemplo, fazer imagens de anjos como querubins sentados nas nuvens.

Acredita-se que os anjos podem assumir a forma de seres humanos quando precisam se comunicar com o mundo humano. Por exemplo, o Anjo Jibreel apareceu em forma humana a Maria, a mãe de Jesus , e ao Profeta Muhamad ao questioná-lo sobre sua fé e mensagem.

Anjos caídos

No Islã, não há conceito de anjos “caídos”, pois é da natureza dos anjos serem servos fiéis de Allah. Eles não têm livre escolha e, portanto, nenhuma capacidade de desobedecer a Deus. No entanto, o Islã acredita em seres invisíveis que têm livre escolha; freqüentemente confundidos com anjos “caídos”, eles são chamados de djinn (espíritos).

O mais famoso dos djinn é Iblis , que também é conhecido como Shaytan (Satanás). Os muçulmanos acreditam que Satanás é um djinn desobediente, não um anjo “caído”.

Djinn são mortais – eles nascem, comem, bebem, procriam e morrem. Ao contrário dos anjos, que habitam as regiões celestiais, diz-se que os djinn coexistem ao lado dos humanos, embora normalmente permaneçam invisíveis. 

Anjos no Misticismo Islâmico

No Sufismo – a tradição mística interior do Islã – acredita-se que os anjos sejam mensageiros divinos entre Alá e a humanidade, não meramente servos de Alá.

Como o Sufismo acredita que Alá e a humanidade podem estar mais unidos nesta vida do que esperar por tal reunião no Paraíso, os anjos são vistos como figuras que podem ajudar na comunicação com Alá. Alguns sufistas também acreditam que os anjos são almas primordiais — almas que ainda não atingiram a forma terrena, como os humanos.

 

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